Início Celebridades Para Djonga, lutar pela causa racial é como lutar para estar vivo

Para Djonga, lutar pela causa racial é como lutar para estar vivo

Rapper mineiro foi entrevistado por Cauê Moura em programa do canal de Youtube MOV Show.

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O Poucas é um programa de entrevistas do canal MOV Show, no Youtube, apresentado pelo youtuber Cauê Moura. Nesta segunda-feira (8), o convidado da vez foi o Djonga, que é um dos maiores nomes da nova geração do rap nacional. Num bate papo bem descontraído, Cauê e Djonga conversaram sobre música, quarentena, política e, como não podia ficar de fora, as manifestações antirracistas que acontecem pelas ruas do mundo todo.

Djonga é uma das personalidades atuais que mais se posiciona sobre assuntos políticos e sociais. Não só em suas músicas, mas em aparições públicas também, como em entrevistas, por exemplo. No último domingo (7), inclusive, o rapper esteve nas manifestações em Belo Horizonte, cidade em que nasceu e reside até hoje. Ao ser questionado por Cauê Moura pelo motivo de estar nas ruas, o mineiro de 26 anos não tremeu na base:

“A pauta principal da minha vida desde a minha infância é a pauta racial. É estranho, porque a gente já nasce como inimigo. Eu não escolhi, Fraga? Eu não escolhi nada disso. Eu não escolhi ter que lutar por isso, então, tipo, pra mim não foi uma escolha. Eu nasci e os caras já não gostavam de mim. Vou te dar um exemplo, eu tinha 10 anos de idade quando tomei minha primeira batida, eu tava jogando bola na rua. Eu tinha 10 anos, tipo assim, meu Deus, sabe? Já chegaram daquele jeito que cê sabe, com arma na cabeça. Os caras já não gostavam de mim, quando eu nem sabia se eu gostava deles ou não […] Lutar por isso é como lutar pra tá vivo.” – disse Djonga.

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Djonga marcou presença no ato.

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Complementando a resposta, Djonga disse que não faz o menor sentido a descriminação por qualquer motivo que seja e apontou o governo atual como um dos culpados por esse sentimento intensificado:

“Não faz o menor sentido a descriminação por nada. Mas, falando de racismo, pela cor, não faz menor explicação lógica […] Mano, ontem eu tava lá por isso. Mas eu acho que o Governo Bolsonaro legitima como nunca o racismo estrutural […] assim como legitima a perseguição ao indígena, aos homossexuais, às mulheres… Com todo o discurso dele, que eu não preciso ficar repetindo porque é triste de ouvir, é triste de repetir.” – completou o rapper

Djonga falou que por enquanto não tem nada em mente relacionado a trabalhos futuros, pois devido a pandemia do coronavírus não poder pegar a estrada com o seu último álbum, “Histórias da Minha Área”, lançado em 13 de março. O cantor disse que tem aproveitado o tempo que pode ficar com a família e ver a sua filha mais nova, Iolanda, crescer, mas que sente muita falta da energia da galera nos shows.

Confira a entrevista completa:

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